Livros 2014

Um resumo dos livros lidos em 2014 (ideia muito original para o final do ano)

Mudança – Mo Yan (2013)

Autobiografia do prêmio nobel de literatura de 2012. Em 2015 está na lista uma leitura de algum romance do autor, li em alguma entrevista dele que se ele tivesse que recomendar seria “Big Breasts & Wide Rips”

“Acordamos para o fato de que não há imortais no mundo. Nem em sonho imaginávamos que o presidente Mao morreria um dia, mas acontecera. Acreditamos, naquele momento, que a morte dele seria o fim da China. Dois anos mais tarde, o país não apenas sobrevivera como melhorava a cada dia”

Cisnes Selvagens – Jung Chang (1991)

É a história de três gerações da família da autora (avó, mãe e ela) durante as transformações ocorridas na China durante boa parte do século XX – a história se passa entre 1909 até 1978. A Companhia das letras lançou este ano outra obra da autora – “A imperatriz de ferro – A concubina que criou a China moderna”.

Niubi!: The real chinese you were never taught in school – Eveline Chao (2009)

Livro divertido com expressões populares usadas pelos chineses.

O caso dos nove chineses – Ciça Guedes e Murilo de Fiuza Neto (2014)

Conta a história dos nove cidadãos chineses que foram presos em 1964 no Rio de Janeiro e foram expulsos do país em 1965. Tem esta resenha do Elio Gaspari

The Rise and fall of the house of Bo – John Garnaut (2012)

O jornalista australiano John Garnaut relata a história do político chinês Bo Xilai e dos acontecimentos da política chinesa atual, é uma boa introdução para quem quer conhecer um pouco mais sobre o sistema político chinês.

Europa Japão Um diálogo civilizacional no século XVI – Luis Fróis (1993)

Relato do missionário português Luis Fróis (1532 – 1597) sobre as diferenças entre o Japão e a Europa no século XVI – mais informações do autor nesse link

“antre nós é espanto matar a um homem, e nenhum matar vacas, galinhas, cães; os Japões se espantam de ver matar animais e matar homens é cousa corrente”

Korea the impossible country – Daniel Tudor (2012)

Procurando livros para aprender mais sobre a Coreia do Sul encontrei este onde o autor fala de história, costumes, política, negócios. Uma excelente introdução sobre o país.

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Leituras

4ª semana de novembro e 1ª semana de dezembro

[China]

1)Arquitetura

2)Relações entre Taiwan e China continental

3)Baidu

4)O medo da China

5)Lago Tai

6)Planos energéticos

7)Sri Lanka

8)Nova rota da seda

9)Negócio da China

10)Triângulo Dourado

11)Terras Raras

12)Cibersegurança

13)Xinjiang

[Japão]

1)Paul Krugman

2)Automóveis

3)Entrevista de Shigeru Miyamoto

4)Hayabusa II

5)Mitos da indústria cinematográfica

[Coreia]

Na pior em Pyongyang

[Myanmar]

Exploração de jade

[Tailândia]

Robô que avalia comida

Informação

James Gleick no livro a  A informação: uma história, uma teoria, uma enxurrada(Companhia das Letras) relata a história da informação de sua origem até a atualidade e a dificuldade constante de processar a enorme quantidade de dados produzidos. O autor faz algumas considerações sobre a escrita em ideogramas:

“A escrita chinesa começou a fazer essa transição entre 4500 e 8 mil anos atrás: signos que surgiram como imagens passaram a representar unidades de som dotadas de significado.

 

Como a unidade básica era a palavra, milhares de símbolos distintos eram necessários. Isso tem um lado eficiente e um lado ineficiente. O chinês unifica uma gama de linguagens faladas distintas: pessoas que não conseguem falar umas com as outras podem escrever umas às outras. Emprega ao menos 50 mil símbolos, dos quais 6 mil são comumente usados e conhecidos pela maioria dos chineses alfabetizados.

 

Em ágeis traços diagramáticos, eles codificam relacionamentos semânticos multidimensionais. Um recurso é a simples repetição: árvore + árvore + árvore = floresta; abstraindo mais, sol + lua = brilho, e leste + leste = toda parte. O processo de composição cria surpresas: grão + faca = lucro; mão + olho = olhar. Os caracteres podem ter seu significado alterado por meio de uma reorientação de seus elementos: de criança para nascimento, e de homem para cadáver. Alguns elementos são fonéticos, outros são até trocadilhos. Sua totalidade representa o mais rico e complexo sistema de escrita que a humanidade já desenvolveu.

 

Considerando a escrita em termos do número necessário de símbolos e da quantidade de significado transmitida por um símbolo individual, o chinês se tornou um caso extremo: o maior conjunto de símbolos, que são também individualmente os mais ricos de significado.

 

Os sistemas de escrita podiam tomar rumos alternativos: uma menor quantidade de símbolos, cada um deles carregando menos informação. Um estágio intermediário é o silabário, um sistema de escrita fonética usando caracteres individuais para representar sílabas, que podem ter significado ou não. Algumas centenas de caracteres podem transmitir uma linguagem.

 

O sistema de escrita no extremo oposto foi aquele que mais demorou para emergir: o alfabeto, um símbolo para um som mínimo. O alfabeto é a mais redutiva e subversiva das formas de escrita.”

Leituras

3ª semana de Novembro

[China]

World Internet Conference

“China can now look at the U.S. as an equal when it comes to the size, power and influence of its Internet market,” said Cyrus Mewawalla managing director of London-based CM Research Ltd. “This creates a tension in respect of who sets the world order in the digital universe. China clearly wants more power when it comes to determining world standards governing the Internet, but China sees the Internet very differently from the U.S.”

China e Rússia

Corrupção

Officials say Xu, who retired as vice chairman last year and from the ruling Communist Party’s decision-making Politburo in 2012, will likely face a court martial now that an investigation has been finished.

In March, prosecutors searched Xu’s luxury home in Beijing and discovered stashed in the basement “more than a ton” of U.S. dollars, euros and Chinese yuan, reported Phoenix Weekly, a magazine run by Hong Kong broadcaster Phoenix Television.

[Japão]

Recessão

Eleições japonesas

Diagnosticar para curar

O Japão aplicou política monetária inspirada na experiência americana conjugada com aumento dos gastos públicos. Os resultados, porém, não foram satisfatórios. Depois de repique no crescimento, o país mostra sinais recessivos. E, com gasto público no limite, Tóquio já planeja aumento de impostos para reequilibrar as contas, o que complica mais a equação.

No Japão, os estímulos enfrentaram economia estagnada por muito tempo, com mercado de trabalho rígido e sistema financeiro concentrado. Nesse quadro, tiveram efeito muito mais limitado que nos EUA. Isso nos ensina que na economia, como na medicina, o remédio tem que ser adequado à doença.

 

Palavras de 2014

Lamen

Though Japan is known for being a nation of meticulously crafted sushi and a sky-high number of Michelin-starred restaurants (Yokohama included), “B-grade gourmet” — code for food that’s fast, cheap and good — is currently all the rage here, with a ton of passionate blogs devoted to the subject. There are even B-grade gourmet food festivals that celebrate different takes on tasty, down-home cooking. Yokohama, the second-largest city in Japan and its historic center of foreign trade, has a cross-cultural history that makes it a particularly rich entry point to sample the range of what B-grade gourmet can be. Recently, I spent a few days combing the city’s waterfront and neighborhood shopping streets, tailing locals on a mission to track down cheap, comforting meals for every hour of the day.

Leituras

2ª semana de novembro

[China]

APEC – A reportagem do El País mostra como Japão e China tentam melhorar as relações bilaterais no Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC).

Deflação – Curioso o caso relatado pela The Economist.

Mudança climática

Problemas na diplomacia americana

Malária – Controverso experimento médico na África e a presença chinesa na região

Reeducação

Guo Guanchang

Comédia – A Bloomberg explica as influências dos comediantes chineses e questões como a censura.

Brasil, chinês de menos – Marcos Troyjo faz um contraponto da entrevista de Jim O’Neill sobre a semelhança entre Brasil e China no âmbito econômico.

Crescer é competir – Henrique Meirelles comenta as relações econômicas entre China e EUA, e como que o Brasil pode mudar a sua economia.

Mas a hora do ajuste chegou. Os EUA sofreram crise de crédito, com redução do endividamento e aumento da poupança doméstica. Isso forçou adaptação chinesa. Pequim ganhou tempo com políticas agressivas de investimentos em infraestrutura e, esgotado o ciclo, entra gradualmente em terceira fase, de aumento do consumo doméstico e salários, o que geras custos. Mas a China tem hoje maturidade econômica para investir pesadamente em alta tecnologia, produtividade e educação, entrando até em mercados cativos dos americanos.

Culinária de Yunnan

[Japão]

Tentativa de criar inflação – Fernando Dantas explica a deflação e estagnação da economia japonesa e como que o país tenta resolver este problema.

Pobreza – Reportagem da BBC sobre o aumento no número de pobres

Para Aya Abe, diretora do departamento de pesquisas empíricas do Instituto Nacional de Pesquisa da População e da Seguridade Social, a taxa de pobreza provavelmente subirá ainda por algum tempo. “A pobreza não é apenas um problema econômico, mas também estrutural. Digo isso porque a taxa aumenta continuamente desde a década de 1980, mesmo durante os anos de prosperidade econômica”, disse a pesquisadora à BBC Brasil. O índice do Japão tem aumentado constantemente e hoje está bem acima da média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Em ranking publicado em meados dos anos 2000, o Japão já estava, com 15%, em quarto lugar na lista dos países-membros com maiores taxas de pobreza, ficando atrás de México (18,5%), Turquia (17,5%) e Estados Unidos (17%). A taxa mais baixa foi registrada na Dinamarca (5%).

[Coreia]

Cultura do videogame – Matéria traduzida do New York Times  sobre a influência dos jogos competitivos na cultura local.

Sakhalin – História da migração coreana para a região.

Leituras

[China]

O novo mercado de capitais

Alcap (área de livre comércio Ásia-pacífico)

Espionagem

Política do filho único

Trem-bala

Nova rota da seda

Relações com Afeganistão

Taiwan e Hong Kong

Carros chineses na América do Sul

Cristianismo Ortodoxo

Christianity in China is experiencing spectacular, but turbulent, growth; by one estimate, the number of Chinese Christians could by 2030 have reached 250m—the largest Christian population of any country in the world.

Unless something extra-ordinary happens, only a tiny fraction (less than 0.1%) of those Christians will be followers the eastern Orthodox church, which you might have expected, on geographical grounds, to be the faith’s prevailing form. Why is it so relatively weak? In part, perhaps, because Chinese Orthodoxy’s position has been affected by some arcane jurisdictional disputes, which to outsiders can seem like bald men fighting over a comb. On the other hand, China’s Orthodox Christians have a distinguished heritage and they may not have said their last word.

[Japão]

Fumiko Takano mangás

Entrevista com Takehiko Inoue

Editorial Asahi Shinbun – China e a pesca de corais em Ogasawara

Eleições em Okinawa

[Coreia]

Diferenças linguísticas

Leituras

[China]

Banco Asiático

Cristianismo

Declínio na produção de aço

Protestos em Hong Kong e a internet

Mark Zuckerberg e o mandarim

The main problem with Zuckerberg’s Chinese (and later on I’ll explain why I dare even say this) is how itsounded — namely, as if he had never heard of the all-important Chinese concept of tones. English speakers know how tones can affect meaning. “You’re going where?” with a rising-question tone at the end is a request for information. “You’re going where?” with a high-astonished-angry tone at the end is something else.

But tones in English mainly affect the shape and meaning of an entire sentence. In Chinese they signal the meaning of every single word. It’s hard for English-speakers to grasp how confusing it must be for Chinese speakers to hear their language rendered without attention to tones, which is essentially what Zuckerberg did, because it’s like explaining differences in hue to a color-blind person

Coursera

China has a friend in Richard Levin, the former president of Yale University who now heads up online education giant Coursera.

“China is our fastest growing market, and our team is building initiatives and travels there all the time,” Levin said. “Many of the Chinese users are over college age and take the online courses either for personal fulfillment or to improve their job skills.”

Mar da China Meridional e seu potencial energético

There is another reason for China’s interest in the South China Sea: the large quantities of oil and natural gas that might lie below these waters. In May, Beijing made its interest in those resources clear when it sent a drilling rigcalled Haiyang Shiyou 981 into waters claimed by Vietnam. The rig is owned by China National Offshore Oil Corporation, or Cnooc, the country’s biggest offshore energy producer.

Visitas do presidente Xi Jinping

 

[Japão]

Robótica

Japan leads the world in research and development of humanoid robots capable of walking on two legs. One key factor that seems to have spurred its advances is the influence of anime, according to Shimizu Masaharu, research director at theFuture Robotics Technology Center (fuRo) of the Chiba Institute of Technology. “Quite a few of the researchers involved in developing robots were fans of Astro Boy and Doraemon as kids. In my own case, as someone who earned a PhD in the system architecture of humanoid robots, I was quite influenced by being a member of what might be called the ‘Gundam generation.’”

Lembranças históricas

the government of Gunma Prefecture, north of Tokyo, decided to remove a decade-old monument to Korean forced laborers from a public park after angry phone calls and protests. A similar campaign led the city of Nagasaki, long a bastion of antiwar sentiment, to delay approval of a cenotaph to Korean laborers who perished in the 1945 atomic bombing. The monument was supposed to be unveiled in April.

Expansão militar

Japan’s response to Chinese anti-access/area-denial threats rest on three planks: increasingly large helicopter carriers, next-generation 3,300-ton Soryu-class submarines and new Aegis destroyers.

Nacionalização

Bashô e Mishima

Takeshi Kitano e a animação japonesa

“I hate anime, and Hayao Miyazaki most of all, but his animations make money, so I have respect for that,” Kitano said of the acclaimed director of a string of box-office toppers, including last year’s historical epic “The Wind Rises.”

[Coreia]

Seo Taiji e Sogyeokdong

It is important to remember that, until late 1980s-early 1990s, South Korea was under authoritarian dictatorship. To be sure, the situation was better than North Korea’s–but not by that much. In December 1979, General Chun Doo-hwan rolled tanks into Seoul, threatened the then-president Choi Gyu-ha at gunpoint, and later appointed himself to be the president. When the citizens of Gwangju protested the coup d’etat,Chun sent paratroopers to the city and murdered more than 600 people.
During Chun’s dictatorship, the democratically elected National Assembly was no more than a shill. The true, shadow government was located in Sogyeokdong, under the name of the Defense Security Command. Growing up in the neighborhood, Seo Taiji likely could not help but notice the swirl of chaos surrounding the area.

Samsung x Xiaomi

Mangás

O blog espanhol Ramen para Dos fez uma série de matérias sobre os 20 anos do “Salón del Manga de Barcelona” como os perfis de Kengo Hanazawa (I am a Hero)  e Takeshi Obata (Death Note) que são os principais convidados do evento em 2014. O texto sobre a história do evento relata a cultura pop japonesa na Espanha e que possui algumas características parecidas com o Brasil:

Se llegó a algunas conclusiones: la primera, que ninguno de los mangas que se publicaban llegarían jamás al nivel de ventas de Dragon Ball; la segunda, que sin el apoyo del anime en televisión todo se hacía más difícil; y la tercera, que por entonces, el público no estaba preparado para aceptar aquellos mangas que se alejaban demasiado de la fantasía, la acción o la ciencia ficción

Aun así, sigo pensando que la escena manganime es poco madura. No estoy hablando sólo de una cuestión de edad, ya que es evidente que lo de ser lector de manga tiene fecha de caducidad para la mayoría (en parte porque durante muchos años no se ha publicado nada que siga interesando a lectores más creciditos). Lo que le falta a nuestra escena manganimees una base sólida, que exista realmente un espíritu crítico, un interés por el manga que vaya mucho más allá de lo que dictan las modas.

Parece que el otaku medio sufre de cierta alergia a todo aquel dibujo que se aleje de los cánones actuales, a cualquier historia que tenga más de diez años. Y así es imposible que tengamos un lector culto, con un criterio que vaya más allá de lo que sea que se publique en la Shônen Jump(con todos mis respetos a lo que se publica, por supuesto)

Quizás sea cosa mía, pero no me cabe en la cabeza que alguien que se considere fan de cualquier cosa no sienta una mínima atracción por conocer los orígenes, la historia, los precursores de todo aquello con lo que disfruta.