Arquivo da categoria: Coreia

Kimchi

Capítulo 5 do livro The Birth of Korean cool: How one nation is conquering the world through pop culture:

Kimchi existed before, but it was cured using salt alone. However, salt was very expensive. In the 1750, in order to reduce salt consumption, the government recommended using the red pepper flakes, because this allows you to reduce amount of sodium you use.

Juros

Passagem do livro o Valor do Amanhã de Eduardo Giannetti:

A relativa insegurança dos direitos de propriedade e uma elevada incerteza jurídica e contratual fazem das trocas intertemporais um jogo caro e arriscado. O relato de um estudioso que visitou a República da Coreia no início do século XX é emblemático :

A taxa de juros é em todos os lugares proporcional à segurança do investimento. É por essa razão que verificamos que um empréstimo na Coreia comumente rende a quem o faz 2% a 5% ao mês. Uma boa garantia colateral é em geral exigida, e pode-se indagar por que é tão precário emprestar. A resposta não honra a justiça coreana […] Numa nação onde o costume do suborno é quase uma segunda natureza e os direitos privados são de pouca serventia, a não ser quando sustentados por algum tipo de influência, a melhor garantia aparente pode se revelar um arrimo quebrado no momento em que o credor tiver que se amparar nele.

A referência do texto é de Irving Fisher – Theory of interest (p.382) que por sua vez cita o livro de H.B Hurlbert – The passing of Korea [1906]

Coreia do Sul e América Latina

Bons pontos abordados pela coluna do Marcos Troyjo

A ênfase na educação, contudo, deu-se junto a outros fatores. Sacrifício familiar em prol da geração seguinte. Política industrial interdependente dos mercados globais. Planejamento. Conglomerados multissetoriais (“Chaebols”, como LG e Hyundai). Todos concorrem para o êxito. E nenhuma tem sido característica de economias latino-americanas.

Globalmente competitivos de automóveis a satélites, os sul-coreanos querem nova transformação –flexibilizar as estruturas rígidas dos Chaebols para infundir no país um empreendedorismo do tipo “start-up”.

Enquanto latino-americanos embaralham-se num cartório exportador de commodities, os sul-coreanos trabalham pela ponta da economia criativa do século 21.

Jogos asiáticos 2014

Matéria do New York Times sobre os Jogos asiáticos de 2014

In terms of content, the Asian Games that open Friday in Incheon, South Korea, will be bigger than a Summer Olympics.

The 2012 London Olympics had 302 events in 26 sports. In Incheon, athletes will compete in 439 events in 36 sports and disciplines, and the additional content is part of what makes the Asian Games truly Asian.

The non-Olympic sports on display in South Korea include not only cricket and the popular martial art of karate, but also two sports that have yet to make any appreciable dent in the Western consciousness: kabaddi and sepaktakraw.

Informações sobre as competições

Problemas entre as Coreias do Norte e do Sul

Coreia

Censura a artista na Coreia do Sul

Reportagem do New York Times

Quando 250 estudantes sul-coreanos morreram no naufrágio do navio Sewol, em abril deste ano, o artista Hong Sung-dam criticou a elite política e empresarial que considera ser responsável pelo desastre, expressando seu protesto em arte.

Mas sua tela de 10 m x 2 m, que inclui uma caricatura da presidente Park Geun-hye, foi retirada do mais conhecido festival internacional de arte da Coreia do Sul, numa espécie de censura normalmente reservada aos acusados de dar apoio à Coreia do Norte.

Mais uma visita à Coréia do Norte

O país mais isolado do mundo, dizimado por uma fome brutal na década de noventa, registrou algum crescimento econômico (1,3% ao ano, de acordo com estimativas do Banco da Coreia do Sul) palpável à primeira vista nas ruas principais da capital. Pelas semi-vazias avenidas de seis pistas circulam mais carros do que antes (incluindo alguns Mercedes ou BMW), há táxis reluzentes, restaurantes, veem-se smartphones (de fabricação local, sem conexão com o exterior ou a internet)…

 

 

 

Tanabata(七夕)

Lendo o livro Cisnes Selvagens da Jung Chang achei interessante a interpretação chinesa da lenda das estrelas Altair e Vega, que no Japão origina o festival Tanabata e na China o Qixi

 
“A três dias de viagem de caminhão de Chendu. no norte de Xichang, fica a planície do Rapaz do Búfalo.
 
Uma lenda famosa dera o nome da planície. A deusa Tecelã, filha da Rainha Mãe celeste, descia outrora da corte celeste para banhar-se num lago ali. Um rapaz que vivia à beira do lago e cuidava dos búfalos viu a deusa e os dois se apaixonaram. Casaram-se tiveram um filho e uma filha. A rainha mãe teve ciúmes da felicidade deles, e mandou alguns deuses descerem e sequestraram a deusa. Levaram-na, e o rapaz dos búfalos correu atrás deles. Quando já quase os alcançava, a Rainha Mãe tirou uma agulha da trança e abriu um imenso rio entre eles. O rio de Prata separou permanentemente o casal, a não ser no sétimo dia da última lua, quando as gralhas voam por toda a China e formam uma ponte para a família encontrar-se.
 
Rio de Prata é o nome chinês da Via Láctea. Acima de Xichang, ela parece enorme, com uma vastidão de estrelas, a brilhante Vega, a deusa Tecelã, de um lado, e Altair, o rapaz do Búfalo, com os dois filhos do outro. Essa lenda atrai os chineses há séculos, porque suas famílias foram muitas vezes divididas por guerras, bandidos, pobreza e governos cruéis”
 

Referência:

  • Cisnes Selvagens, Jung Chang – p.541

[Livro] Flor Negra, Kim Young-ha

” Na virada do século XX, mais de mil coreanos embarcaram em um navio, atravessaram o Atlântico e chegaram ao México, e alguns deles formaram um pequeno país nas selvas da América central”

Dividido em três partes o livro relata a emigração coreana para o México(1905), desde o início difícil decorrente de um choque cultural, exploração do trabalho nas fazendas de sisal passando pelo período de revolução mexicana e por fim a ida de alguns deles para as selvas no interior da Guatemala em um antigo povoado Maia.

Centrado no órfão Kim Iejong, na filha de um membro da nobreza Yi Yeonsu e um ex-soldado Bak Jeonghun; mostra como em tempos de instabilidade política coreana – decorrente da anexação japonesa, diferentes classes sociais buscavam uma nova vida em um país desconhecido, como o autor resume na nota ao final do livro “Do mesmo modo, o local para onde os personagens do livro esperavam ir era de uma utopia que não existia na realidade. Eles desembarcaram no lugar errado, para ali passarem toda a vida”

O romance as vezes é moroso, mas compensa pelo relato histórico iniciando pelo modo como os imigrantes adaptaram pratos da culinária coreana(no caso o kimchi de Melancia), a adaptação ao cristianismo, relações com Pancho Villa e a situação caótica do México no início do século XX e a participação como guerrilheiros em Tikal, antigo vilarejo Maia onde fundaram o pequeno país “Nova Coreia”. Bom trabalho de pesquisa desse episódio esquecido da história coreana.