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Novas formas de pagamento na China

Da coluna de Ronaldo Lemos sobre a popularização do pagamento via celular na China:

A adoção do QR code como interface de pagamentos foi tão rápida e abrangente na China que mudou a percepção social sobre o que é o “dinheiro”. Para ter uma ideia, em 2016 o volume de pagamentos digitais feitos dessa forma atingiu US$ 5,5 trilhões. Se você mostrar um QR code para uma criança chinesa e perguntar o que é, ela vai dizer: “dinheiro”. É possível ver moradores de rua em Pequim carregando placas com seu QR code. Deixar um chapéu no chão na expectativa de receber doações tornou-se inviável. A chance de encontrar alguém com dinheiro no bolso é muito pequena.

 

Trópicos utópicos

No livro de Eduardo Giannetti uma citação sobre o Japão:

Quando surgiram as primeiras câmeras analógicas portáteis de baixo custo, lá pelos idos dos anos 1970, a febre dos turistas japoneses despertou a surpresa — e a derrisão — do mundo. “Ocupam-se mais em fotografar tudo que aparece do que em ver e apreciar as coisas!”, era o comentário comum, quase um clichê, na época. Visto de hoje, contudo, o quadro é bem outro: de mera idiossincrasia nipônica, o furor fotográfico — vide as selfies — virou mania universal. Os turistas japoneses não eram uma aberração risível, como ingenuamente se supunha, mas apenas o prólogo singelo ou vanguarda do que viria a se tornar banal.

A segunda inovação são as “bulusela shops”. Ao retornarem exaustos para casa depois de um árduo dia de trabalho, os commuters japoneses têm ao seu dispor um tônico revigorante do ânimo e da fantasia: calcinhas femininas usadas, embaladas a vácuo e encharcadas de feromônio genital, vendidas a preços módicos em máquinas automáticas de venda. — Onde a demanda pipoca, a oferta se faz: do que o mercado — essa gigantesca caixa registradora de gostos e preferências — não é capaz? Mas serão os consumidores nipônicos assim porque são assim ou porque ficaram assim? E não serão eles apenas a avant-garde do que em breve será praxe no mercado global?

Importação de aço

Matéria do Estadão sobre a crise no setor siderúrgico:

O Brasil deve produzir este ano 32,75 milhões de toneladas de aço bruto, queda de 3,4% em relação a 2014. O consumo aparente deve recuar 13%, de 24,6 milhões de toneladas para 22,3 milhões de toneladas. “A queda no consumo interno não será compensada pelas exportações, uma vez que há um excedente global de 700 milhões de toneladas”, diz Lopes, do IABr.

A competitividade das indústrias do País, segundo Lopes, ainda é afetada pela China. Em 2014, a China respondeu por 52% dos 3,9 milhões de toneladas de aço importadas pelo Brasil. Entre 2009 e 2014, o Brasil dobrou o volume importado, espaço que foi ocupado pela China, que exporta 40% de sua produção. Em 2000, o produto chinês respondia por 1,3% das importações. “Se somar a importação indireta de aço (máquinas, equipamentos, peças automotivas e carros), o volume importado chega a 8,7 milhões de toneladas, superior à capacidade produtiva da Usiminas inteira.”

Oriente e Ocidente

Observação interessante da coluna de Marcos Jank:

No esplêndido livro “Civilização: Ocidente x Oriente”, o historiador inglês Niall Ferguson descreve as seis instituições propulsoras do poder que o Oriente aprendeu com o Ocidente e que explicam a sua rápida reemergência: o método científico, os direitos de propriedade, a medicina moderna, a sociedade de consumo, a ética protestante do trabalho e a competição capitalista, mesmo dentro de países teoricamente comunistas.

Leituras

4ª semana de Abril e 1ª semana de Maio

[China]

Desaceleração da economia chinesa e sua importância para o mundo – BBC

Churrascaria brasileira em Xangai – Folha de São Paulo

Importação de carne – El País

China AIIB (Asian Infrastructure Investment Bank) e EUA TPP (Trans-Pacific Partnership) – Econbrowser

Diminuição na força de trabalho rural – Dim Sums

Curiosa história de Zhang Long e o investimento na área de tecnologia da informação – Reuters

O homem mais rico da China – New Yorker

Uber e autoridades chinesas – Reuters

Chairman Mao’s China propaganda – The Telegraph

Eleições de 2016 em Taiwan – The national interest

Disputas marítimas – The Economist

A ‘nova rota da seda’ e o Brasil – Folha de São Paulo

Entrevista do ex-embaixador brasileiro na China Clodoaldo Hugueney – Folha de São Paulo

Por que o Brasil não conseguiu diversificar as exportações para a China, ainda muito concentradas em commodities?

Isso não é algo trivial, você tem que transformar a China em prioridade do ponto de vista empresarial, como fizeram Alemanha, EUA, França, Coreia. No Brasil a China só é prioridade do ponto de vista defensivo, não ofensivo.

Eu passei quase cinco anos lá e recebi pouquíssimas missões da área industrial e de serviços. As pessoas consideravam a China muito complicada, porque lá só falam chinês, tem governo autoritário. Diziam que os chineses eram tão competitivos que não teriam como enfrentá-los

República dos cruzeiros – Bloomberg

Dificuldades da Xiaomi no Brasil – Folha de São Paulo

Robôs na manufatura – New York Times

Citações da coluna do Elio Gaspari em 26/04:

A crise da Petrobras abriu uma temporada de oportunidades no mercado mundial de energia, com empresas e concessões à venda. Para os americanos e europeus, a Lava Jato mostrou que esse é um campo minado por propinas e ligações perigosas. Para a China, esses riscos são desprezíveis.

Quem já negociou com o governo e empresas chinesas ensina: “Eles sentam para conversar sabendo o que querem. Nós sentamos sem saber sequer o que queremos”.

[Japão]

Relação entre governo e mídia – New York Times

Bandeira vermelha – The economist

Diferenças de gênero na língua japonesa – Tofugu

Martin Scorcese filma ‘Silêncio’ (livro de Shusaku Endo) – Estado de São Paulo

Cooperação militar Japão-EUA – New York Times

Shinzo Abe em Washington – Washington Post

Coluna do Samuel Pêssoa em 26/04 ele responde a seguinte pergunta:

“Qual é o problema de um país como o Brasil, pobre ainda, tendo de se construir como nação, fazer um deficit público de 6,7% do PIB? Por que o Japão pode ter 9% de deficit nominal e ninguém acha que o Japão está quebrado, acabado, destruído, descontrolado, sem condição?”

Otakismo – Clássicos: Túmulo dos vaga-lumes (Studio Ghibli) – Chuva de Nanquim

Guia de mangás cancelados no Brasil – Biblioteca brasileira de Mangás

Estúdios de animação japonesa – IA 

[Coreia]

Visita de Park Geun Hye – Exame

Instalação de uma nova indústria no Brasil

A empresa sul-coreana Shin Hwa Silup, que fabrica folhas de flandres (utilizadas no revestimento de latas e embalagens, principalmente da indústria alimentícia), fechou sociedade com um brasileiro para produzir no Rio Grande do Sul.

Batizada de Nenzo Industrial, a companhia vai instalar uma fábrica no Estado que demandará cerca de US$ 70 milhões (R$ 205 milhões) em investimentos.

A cidade que receberá o empreendimento ainda não foi definida, mas é provável que seja escolhida alguma próxima do litoral.

“O produto é pesado e o transporte rodoviário, caro. Por isso, precisamos estar próximos de um porto para a entrada e a saída de mercadoria”, diz Darci Giovanella, sócio brasileiro da empresa.

A unidade será semelhante às outras três que a Shin Hwa Silup opera hoje (duas na China e uma na Coreia) e terá capacidade para produzir 120 mil toneladas por ano.

[Tailândia]

“Mekong Plus One” – Nikkei asian review

[Filipinas]

Aumento no consumo da classe média – Nikkei asian review

Babás e empregadas domésticas – Folha de São Paulo na continuação da reportagem um dado interessante:

O governo filipino alerta para os casos de exploração no exterior, principalmente no Oriente Médio, que paga salários abaixo de US$ 200.

Em 2012, uma doméstica filipina na Jordânia pulou do terceiro andar para escapar de seu empregador, que batia nela com arame farpado e não lhe dava folgas.

Mas o país não pode abrir mão dessa exportação, uma vez que as remessas dos emigrantes chegaram a US$ 21 bilhões em 2012 (quase 10% do PIB do país). Em comparação, brasileiros no exterior enviaram remessas de US$ 1,9 bilhão em 2014 (0,08% do PIB)

Leituras

1ª, 2ª e 3ª semana de Abril

[China]

O século do Pacífico – Folha de São Paulo

Petrobrás e outro empréstimo chinês – Geraldo Samor

Perfil de Xi Jinping por Evan Osnos – The New Yorker : Recomendo o também o livro “A era da ambição” do mesmo autor da reportagem

Kevin Rudd comenta as relações bilaterais entre EUA e China – Belfer Center

Projetos de dessalinização – Bloomberg

Influência de Lee Kuan Yew na política chinesa – Huffington post

Livro sobre o povo Uighur – New York Review of books

Como funciona o “Great Cannon” – New York Times

Mais um episódio sobre disputas territoriais no Mar da China Meridional – New York Times

Dificuldades de crescimento – Folha de São Paulo

Mas o país agora tem dificuldade em sustentar seu patamar de crescimento em função da grande concentração de poder no governo central e no Partido Comunista e da pouca transparência.

Essa concentração funcionou no início do processo de crescimento, mas, quanto mais desenvolvida uma economia, mais ineficiente é a intervenção do Estado. Na China, a economia se ressente de mecanismos de mercado que gerem eficiência e equilíbrio na alocação de recursos e preços

[Japão]

Republicação de Akira e a história do mangá no Brasil – Universo HQ

Celulares antigos – Mainichi Shinbun

Matcha no mercado norte-americano – The Japan times

Sobre o Estúdio Ghibli e outros cineastas da animação japonesa – Asahi Shinbun

Encouraçado Yamato e Hisashi Shinto – Ásia comentada

Audiências públicas no Japão – Blog dinheiro público

Cartas de Junichiro Tanizaki – The Japan news

Turismo e os quatro novos tesouros – The Economist

[Coreia]

Navio norte-coreano no México – NK News

Dificuldades da presidente Park Geun Hye – Bloomberg

Sul-coreanos na Indonésia – The Wall Street Journal

Leituras

4ª semana de Março

[China]

Brasil será membro fundador do banco de investimento (AIIB) – Nikkei Asian Review

Burocracia chinesa – Folha de São Paulo

Cidade fantasma – BBC

Segundo líder mais importante da China – The Economist

[Japão]

Conversas sobre segurança marítima com a Indonésia – The American Interest

Muralhas contra tsunamis – BBC

Observações sobre os filmes de Akira Kurosawa – Open Culture

Reflexões sobre a Miss Japão 2015 – Sushi Pop

Alguns pontos sobre a língua coreana por um repórter japonês – Rocket News 24

Redução de turistas japoneses na Coreia do Sul – The Japan News

Mangá sobre a usina nuclear de Fukushima – Mangaland

Tradução de entrevistas com Naoki Urasawa – Leitura Oriental

[Coreia]

Diferenças linguísticas entre Coreia do Sul e do Norte – NK News

[Cingapura]

Resumo da história de Lee Kuan Yew – New York Times para complementar tem esse outro texto da The Economist

Contraponto à política de Lee Kwan Yew – Chris Blattman

Lee Kuan Yew versus Kim Dae-jung – Ask the Korean

Legado de Lee Kuan Yew para a China – Washington Post

Mensagem de Mahathir Mohamed (ex-primeiro ministro da Malásia de 1981-2003) 

Encerro com uma citação curiosa do Lee Kuan Yew em uma entrevista

Gardels | Anything else besides multicultural tolerance that enabled Singapore’s success?

Lee | Air conditioning. Air conditioning was a most important invention for us, perhaps one of the signal inventions of history. It changed the nature of civilization by making development possible in the tropics.

Without air conditioning you can work only in the cool early morning hours or at dusk. The first thing I did upon becoming prime minister was to install air conditioners in buildings where the civil service worked. This was key to public efficiency.

Leituras

3ª semana de Março

[China]

Artigo sobre política chinesa e o Mishu(秘书) 

Mercado de energia nuclear – The energy collective

Redução na produção de carros chineses no Brasil – Estadão, para complementar uma citação da coluna do Samuel Pessôa na Folha (22/03) sobre os problemas de crescimento econômico:

A indústria brasileira passou a sentir a competição das novas montadoras chinesas. A resposta foi aumentar em 30 pontos percentuais o IPI para os automóveis produzidos fora do Mercosul de montadoras que não cumprissem uma série de requerimentos de produção no Brasil.

A resposta das montadoras, principalmente as chinesas, foi instalar-se por aqui. Criou-se um parque produtivo e em crescimento de 5 milhões de veículos anuais para um mercado consumidor que dificilmente absorverá mais do que 2,5 milhões, 3 milhões de veículos por ano. A indústria automobilística brasileira encolherá fortemente nos próximos anos.

Além dos prejuízos para as montadoras, haverá forte perda para inúmeros trabalhadores que foram treinados para o setor e terão que se reinventar em outras atividades.

Escola de mordomos – Folha

A única escola de mordomos operada por estrangeiros na China foi inaugurada no ano passado e busca explorar a demanda crescente pelos símbolos de classe da velha guarda europeia em um país sob governo comunista.

A academia, localizada em Chengdu, uma cidade no sudoeste do país, é dirigida por holandeses, mas um dos investidores no projeto é uma imobiliária chinesa –o que reflete o grande número de condomínios de luxo que oferecem serviços de mordomo aos compradores, em um momento de disputa mais dura pelo mercado imobiliário

Reencarnação do Dalai-lama – New York Times

Chinese Communist Party leaders are afraid that the Dalai Lama will not have an afterlife. Worried enough that this week, officials repeatedly warned that he must reincarnate, and on their terms.

Tensions over what will happen when the 14th Dalai Lama, who is 79, dies, and particularly over who decides who will succeed him as the most prominent leader in Tibetan Buddhism, have ignited at the annual gathering of China’s legislators in Beijing.

Officials have amplified their argument that the Communist government is the proper guardian of the Dalai Lama’s succession through an intricate process of reincarnation that has involved lamas, or senior monks, visiting a sacred lake and divining dreams

Corrida por inluência na Ásia – Folha

Construção de aeroportos – Estadão

Sobre cartões de visita – Estadão

Entrevista com David Shambaugh – New York Times

[Japão]

Mais polêmica sobre as ilhas Senkaku/Diaoyu – The Japan Times

Como resolver os problemas causados pelo envelhecimento da população – BBC

Treinamento na cidade de Kobe – Folha

Com a estatística na mão e diante de um prejuízo que superava 34 vezes o Orçamento, a prefeitura decidiu treinar a população para enfrentar desastres, em vez de aumentar os gastos contratando mais bombeiros. No ano seguinte ao terremoto, foram criados os primeiros Bokomi (Organização Voluntária para a Prevenção de Desastre, na sigla em japonês).

Vinte anos depois da tragédia, Kobe mantém 191 Bokomi, com cerca de 200 casas cada um e dos quais participam cerca de 20 mil voluntários.

Série de textos sobre a Yakuza – Nihon Go – parte 2 e 3

Comédia em Mandarim – New York Times

Global Manufacturing – The Economist

[Coreia]

Complexo industrial de Kaesong – NK News

[Vietnã]

Problemas com a Internet – El País

Leituras

1ª e 2ª semana de março

[China]

Origens do Hashi – China Daily

Guanxi – Folha de São Paulo

Futebol – Folha de São Paulo

O resultado foi o plano aprovado pelo Comitê de Reformas e apresentado nesta semana na sessão anual do Congresso Nacional do Povo, evento mais relevante do calendário político chinês.

“Precisamos desenvolver e revitalizar o futebol para garantir que nos tornemos uma nação forte no esporte”, disse o comitê, num comunicado. “Este também é um desejo desesperado do povo.”

O plano torna obrigatória a prática do futebol nas escolas e prevê a construção de milhares de campos de futebol pelo país. A meta é que até 2017 a China tenha 100 mil crianças jogando.

Nação de Robôs – Caixin

The working-age population – defined as those between ages 16 and 59 – is slowly declining. The National Bureau of Statistics said this age group’s population fell by 371,000 in 2013 to about 915 million last year.

Moreover, companies looking for inexpensive labor in Asia are no longer focusing on basing plants in China alone, as labor costs in many other countries are far lower. The International Labor Organization says an average worker’s monthly wage is the equivalent of 911 yuan in Vietnam and 603 yuan in Cambodia, for example, but 3,483 yuan in China.

Midea’s automation push got under way in 2011, just as Guangdong-area manufacturers were starting to grapple with labor dilemmas including worker shortages and high turnover. The company imposed a hiring freeze and then implemented a policy requiring that divisions with high turnover install automated systems.

Política energética – BBC

Popularidade de Xi Jinping – New York Times

Mas há uma nova escala no percurso turístico: o restaurante de fast-food que se tornou um destino obrigatório para os fãs do presidente Xi Jinping. Foi aqui que, no ano passado, Xi encantou o país quando visitou a Casa Qingfeng de Guiozas, pagou pela comida e carregou sua bandeja até uma mesa

Futuro do Bitcoin – Business Insider

“Turismo de maternidade” – El País

Em busca do filho sequestrado  – BBC

 

[Japão]

Reforma agrícola – Folha de São Paulo

Tratamento de água em Tóquio – Folha de São Paulo

Na região metropolitana de São Paulo, o desperdício é de cerca de 19%, índice que Tóquio registrava na época da Olimpíada de 1964.

A diferença pode ser ainda mais alta caso se levem em conta os furtos na região metropolitana –problema inexistente no Japão. Por esse cálculo, a perda em São Paulo fica em torno de 30%.

Questões sobre plutônio e energia nuclear pós Fukushima – Public Integrity

Base militar em Futenma e as eleições em Okinawa – Nippon

Cinema e o desastre em Fukushima – Japan Times

Trabalho de um ator pornô – Details

Influências alemãs na culinária japonesa – Asahi Shimbun

After the Imperial Japanese Army attacked and seized the German concession in Qingdao, China, about 5,000 POWs were transported to Japanese camps set up in prefectures including Chiba, Aichi, Hiroshima, Tokushima and Fukuoka.

One POW sent to the Nagoya camp was the late Heinrich Freundlieb. During his 10 years in the German Navy, Freundlieb baked bread on various ships of the German fleet.

He also began baking bread in the Nagoya camp, and it became so popular that even Japanese outside of the camp were aware of it.

Viagem para Tóquio – Estado de São Paulo

Tradutor do Zico – Extratime

Yoshihiro Tatsumi e o mangá gekigá – Deculture

 

[Coreia]

Mistura entre culinária coreana e mexicana nos EUA – BBC

[Indonésia]

“Ilha das execuções” – BBC

[Filipinas]

Empregadas para exportação – BBC