[Revista] Scientifc American Brasil – Janeiro 2014

Galileo além de ser o pai da ciência moderna, também é o nome de um dos livros do escritor de suspense Keigo Higashino; adaptado para uma série de televisão traz, o ídolo das senhoras japonesas, Masaharu Fukuyama, que interpreta o físico Manabu Yukawa e com o auxílio da ciência resolve crimes complicados. Talvez a ficção seja mais interesante que a realidade, assim como propor e resolver equações complexas para tentar explicar o funcionamento da natureza não seja uma das tarefas mais emocionantes para a maioria das pessoas.
Já o Yukawa da realidade, é o laureado do prêmio nobel de 1949 o físico teórico Hideki Yukawa(1907-1981), que além das suas pesquisas com méson foi um dos intelectuais a assinar o Manifesto de Russel-Einstein.
E uma das histórias mais interessantes da ciência nacional decorre da quase vinda de um laureado do prêmio Nobel, por causa de seus conterrâneos que não acreditavam na derrota nipônica na segunda guerra mundial como relatado no livro Corações Sujos de Fernando Morais.
A revista scientific american de janeiro de 2014 trouxe uma matéria excelente sobre a vinda de físicos teóricos para o Brasil diante de uma doação da colônia japonesa no Brasil.Separei uns trechos da matéria para os interessados no caso:
“Yukawa foi convidado para vir a um encontro internacional, o Simpósio sobre novas Técnicas de pesquisa em física, que ocorreu entre 15 e 29 de julho de 1952, em São Paulo e no Rio de Janeiro. Como celebridade do momento no Japão – quase uma figura mítica depois do prêmio – ele se aproximava da condição imposta pelos kachigumi para discutir a questão do conflito: a vinda de um representante pessoal do imperador para dizer o que havia acontecido com o Japão na guerra. Os jornais japoneses noticiaram o prêmio, ressaltando as condições miseráveis da física no país naquele momento de reconstrução nacional”
“Os makegumi esclarecidos acreditavam que Yukawa, por ser um cientista, não se furtaria a dizer a verdade sobre o final do conlifto. Mas o físico não poôde vir ao Brasil. Alega-se desde a carga pesada de compromissos, a responsabilidade de reconstruir a física de seu país e até problemas de saúde na família”
Makegumi = “derrotistas” ou os corações sujos” que sabiam da derrota japonesa na segunda guerra mundial
Kachigumi = “vitoriosos” que alegavam a vitória japonesa
Referência:
“O apoio brasileiro que viabilizou a física de partículas no Japão” , Cassio Leite Vieira. Scientific American Brasil – Janeiro 2014 p.58-63
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