Projeto novo – Aprendendo coisas novas

Utilizando o meu antigo blog sobre assuntos asiáticos para começar a colocar um novo projeto em pauta (além da preguiça de começar um blog novo). Lendo o blog The Incidental Economist resolvi me basear na ideia de aprender algo novo durante um período de tempo preestabelecido e assim evitar um maior o uso de redes sociais. Então todo domingo listarei a evolução na aquisição do conteúdo como os artigos e livros lidos, vídeos assistidos e podcasts ouvidos. O primeiro tópico a ser explorado é “Taiwan” – Tempo de duração: 1 mês. Início em 22/10/2018

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“Chíndia”

Alguns pontos interessantes do artigo do Marcos Troyjo na Folha de São Paulo (21/02/2018) a respeito da “Chíndia” – termo que tornou-se popular pelo parlamentar indiano Jairam Ramesh.

 

Para a China, a primeira fase de adaptação criativa significou a reorganização da sua capacidade produtiva para que o país pudesse se tornar líder em exportações. Fomentou ademais parcerias público-privadas que disponibilizaram o capital necessário à expansão da sua infraestrutura. Controlou salários, taxas de câmbio e fatores de produção para turbinar sua alta competitividade.

Na Índia, a adaptação criativa foi materializada, nos últimos 25 anos, pela provisão de alternativas mais baratas em áreas como tecnologia da informação, farmacêuticos e têxteis.

Assim, a ‘Chíndia’ está se voltando cada vez mais a sua própria região. A China implementa medidas voltadas ao desenvolvimento de cadeia de fornecedores nos mais diferentes setores em países como Vietnã, Tailândia, Mianmar e na própria Índia

 

 

Taiwan e orquídeas

O economista Tim Harford em seu livro Adapt: Why Success Always Starts with Failure relata sobre como Taiwan identificou orquídeas como uma possível cultura para terras previamente dedicadas ao açúcar:

“Eles construíram uma infraestrutura – área de embalagem, redes elétricas, estradas, um salão de exposições e até um laboratório genético – e convidaram firmas privadas a aparecer e ter acesso a ela. Taiwan é hoje o maior exportador de orquídeas”

 

Novas formas de pagamento na China

Da coluna de Ronaldo Lemos sobre a popularização do pagamento via celular na China:

A adoção do QR code como interface de pagamentos foi tão rápida e abrangente na China que mudou a percepção social sobre o que é o “dinheiro”. Para ter uma ideia, em 2016 o volume de pagamentos digitais feitos dessa forma atingiu US$ 5,5 trilhões. Se você mostrar um QR code para uma criança chinesa e perguntar o que é, ela vai dizer: “dinheiro”. É possível ver moradores de rua em Pequim carregando placas com seu QR code. Deixar um chapéu no chão na expectativa de receber doações tornou-se inviável. A chance de encontrar alguém com dinheiro no bolso é muito pequena.

 

Trópicos utópicos

No livro de Eduardo Giannetti uma citação sobre o Japão:

Quando surgiram as primeiras câmeras analógicas portáteis de baixo custo, lá pelos idos dos anos 1970, a febre dos turistas japoneses despertou a surpresa — e a derrisão — do mundo. “Ocupam-se mais em fotografar tudo que aparece do que em ver e apreciar as coisas!”, era o comentário comum, quase um clichê, na época. Visto de hoje, contudo, o quadro é bem outro: de mera idiossincrasia nipônica, o furor fotográfico — vide as selfies — virou mania universal. Os turistas japoneses não eram uma aberração risível, como ingenuamente se supunha, mas apenas o prólogo singelo ou vanguarda do que viria a se tornar banal.

A segunda inovação são as “bulusela shops”. Ao retornarem exaustos para casa depois de um árduo dia de trabalho, os commuters japoneses têm ao seu dispor um tônico revigorante do ânimo e da fantasia: calcinhas femininas usadas, embaladas a vácuo e encharcadas de feromônio genital, vendidas a preços módicos em máquinas automáticas de venda. — Onde a demanda pipoca, a oferta se faz: do que o mercado — essa gigantesca caixa registradora de gostos e preferências — não é capaz? Mas serão os consumidores nipônicos assim porque são assim ou porque ficaram assim? E não serão eles apenas a avant-garde do que em breve será praxe no mercado global?

Importação de aço

Matéria do Estadão sobre a crise no setor siderúrgico:

O Brasil deve produzir este ano 32,75 milhões de toneladas de aço bruto, queda de 3,4% em relação a 2014. O consumo aparente deve recuar 13%, de 24,6 milhões de toneladas para 22,3 milhões de toneladas. “A queda no consumo interno não será compensada pelas exportações, uma vez que há um excedente global de 700 milhões de toneladas”, diz Lopes, do IABr.

A competitividade das indústrias do País, segundo Lopes, ainda é afetada pela China. Em 2014, a China respondeu por 52% dos 3,9 milhões de toneladas de aço importadas pelo Brasil. Entre 2009 e 2014, o Brasil dobrou o volume importado, espaço que foi ocupado pela China, que exporta 40% de sua produção. Em 2000, o produto chinês respondia por 1,3% das importações. “Se somar a importação indireta de aço (máquinas, equipamentos, peças automotivas e carros), o volume importado chega a 8,7 milhões de toneladas, superior à capacidade produtiva da Usiminas inteira.”

Oriente e Ocidente

Observação interessante da coluna de Marcos Jank:

No esplêndido livro “Civilização: Ocidente x Oriente”, o historiador inglês Niall Ferguson descreve as seis instituições propulsoras do poder que o Oriente aprendeu com o Ocidente e que explicam a sua rápida reemergência: o método científico, os direitos de propriedade, a medicina moderna, a sociedade de consumo, a ética protestante do trabalho e a competição capitalista, mesmo dentro de países teoricamente comunistas.

Leituras

4ª semana de Abril e 1ª semana de Maio

[China]

Desaceleração da economia chinesa e sua importância para o mundo – BBC

Churrascaria brasileira em Xangai – Folha de São Paulo

Importação de carne – El País

China AIIB (Asian Infrastructure Investment Bank) e EUA TPP (Trans-Pacific Partnership) – Econbrowser

Diminuição na força de trabalho rural – Dim Sums

Curiosa história de Zhang Long e o investimento na área de tecnologia da informação – Reuters

O homem mais rico da China – New Yorker

Uber e autoridades chinesas – Reuters

Chairman Mao’s China propaganda – The Telegraph

Eleições de 2016 em Taiwan – The national interest

Disputas marítimas – The Economist

A ‘nova rota da seda’ e o Brasil – Folha de São Paulo

Entrevista do ex-embaixador brasileiro na China Clodoaldo Hugueney – Folha de São Paulo

Por que o Brasil não conseguiu diversificar as exportações para a China, ainda muito concentradas em commodities?

Isso não é algo trivial, você tem que transformar a China em prioridade do ponto de vista empresarial, como fizeram Alemanha, EUA, França, Coreia. No Brasil a China só é prioridade do ponto de vista defensivo, não ofensivo.

Eu passei quase cinco anos lá e recebi pouquíssimas missões da área industrial e de serviços. As pessoas consideravam a China muito complicada, porque lá só falam chinês, tem governo autoritário. Diziam que os chineses eram tão competitivos que não teriam como enfrentá-los

República dos cruzeiros – Bloomberg

Dificuldades da Xiaomi no Brasil – Folha de São Paulo

Robôs na manufatura – New York Times

Citações da coluna do Elio Gaspari em 26/04:

A crise da Petrobras abriu uma temporada de oportunidades no mercado mundial de energia, com empresas e concessões à venda. Para os americanos e europeus, a Lava Jato mostrou que esse é um campo minado por propinas e ligações perigosas. Para a China, esses riscos são desprezíveis.

Quem já negociou com o governo e empresas chinesas ensina: “Eles sentam para conversar sabendo o que querem. Nós sentamos sem saber sequer o que queremos”.

[Japão]

Relação entre governo e mídia – New York Times

Bandeira vermelha – The economist

Diferenças de gênero na língua japonesa – Tofugu

Martin Scorcese filma ‘Silêncio’ (livro de Shusaku Endo) – Estado de São Paulo

Cooperação militar Japão-EUA – New York Times

Shinzo Abe em Washington – Washington Post

Coluna do Samuel Pêssoa em 26/04 ele responde a seguinte pergunta:

“Qual é o problema de um país como o Brasil, pobre ainda, tendo de se construir como nação, fazer um deficit público de 6,7% do PIB? Por que o Japão pode ter 9% de deficit nominal e ninguém acha que o Japão está quebrado, acabado, destruído, descontrolado, sem condição?”

Otakismo – Clássicos: Túmulo dos vaga-lumes (Studio Ghibli) – Chuva de Nanquim

Guia de mangás cancelados no Brasil – Biblioteca brasileira de Mangás

Estúdios de animação japonesa – IA 

[Coreia]

Visita de Park Geun Hye – Exame

Instalação de uma nova indústria no Brasil

A empresa sul-coreana Shin Hwa Silup, que fabrica folhas de flandres (utilizadas no revestimento de latas e embalagens, principalmente da indústria alimentícia), fechou sociedade com um brasileiro para produzir no Rio Grande do Sul.

Batizada de Nenzo Industrial, a companhia vai instalar uma fábrica no Estado que demandará cerca de US$ 70 milhões (R$ 205 milhões) em investimentos.

A cidade que receberá o empreendimento ainda não foi definida, mas é provável que seja escolhida alguma próxima do litoral.

“O produto é pesado e o transporte rodoviário, caro. Por isso, precisamos estar próximos de um porto para a entrada e a saída de mercadoria”, diz Darci Giovanella, sócio brasileiro da empresa.

A unidade será semelhante às outras três que a Shin Hwa Silup opera hoje (duas na China e uma na Coreia) e terá capacidade para produzir 120 mil toneladas por ano.

[Tailândia]

“Mekong Plus One” – Nikkei asian review

[Filipinas]

Aumento no consumo da classe média – Nikkei asian review

Babás e empregadas domésticas – Folha de São Paulo na continuação da reportagem um dado interessante:

O governo filipino alerta para os casos de exploração no exterior, principalmente no Oriente Médio, que paga salários abaixo de US$ 200.

Em 2012, uma doméstica filipina na Jordânia pulou do terceiro andar para escapar de seu empregador, que batia nela com arame farpado e não lhe dava folgas.

Mas o país não pode abrir mão dessa exportação, uma vez que as remessas dos emigrantes chegaram a US$ 21 bilhões em 2012 (quase 10% do PIB do país). Em comparação, brasileiros no exterior enviaram remessas de US$ 1,9 bilhão em 2014 (0,08% do PIB)

Leituras

1ª, 2ª e 3ª semana de Abril

[China]

O século do Pacífico – Folha de São Paulo

Petrobrás e outro empréstimo chinês – Geraldo Samor

Perfil de Xi Jinping por Evan Osnos – The New Yorker : Recomendo o também o livro “A era da ambição” do mesmo autor da reportagem

Kevin Rudd comenta as relações bilaterais entre EUA e China – Belfer Center

Projetos de dessalinização – Bloomberg

Influência de Lee Kuan Yew na política chinesa – Huffington post

Livro sobre o povo Uighur – New York Review of books

Como funciona o “Great Cannon” – New York Times

Mais um episódio sobre disputas territoriais no Mar da China Meridional – New York Times

Dificuldades de crescimento – Folha de São Paulo

Mas o país agora tem dificuldade em sustentar seu patamar de crescimento em função da grande concentração de poder no governo central e no Partido Comunista e da pouca transparência.

Essa concentração funcionou no início do processo de crescimento, mas, quanto mais desenvolvida uma economia, mais ineficiente é a intervenção do Estado. Na China, a economia se ressente de mecanismos de mercado que gerem eficiência e equilíbrio na alocação de recursos e preços

[Japão]

Republicação de Akira e a história do mangá no Brasil – Universo HQ

Celulares antigos – Mainichi Shinbun

Matcha no mercado norte-americano – The Japan times

Sobre o Estúdio Ghibli e outros cineastas da animação japonesa – Asahi Shinbun

Encouraçado Yamato e Hisashi Shinto – Ásia comentada

Audiências públicas no Japão – Blog dinheiro público

Cartas de Junichiro Tanizaki – The Japan news

Turismo e os quatro novos tesouros – The Economist

[Coreia]

Navio norte-coreano no México – NK News

Dificuldades da presidente Park Geun Hye – Bloomberg

Sul-coreanos na Indonésia – The Wall Street Journal